ESTÁVEL E MACIO SEM SER MOLE

Quando algumas imagens do Brooks Glycerin Max começaram a ser divulgadas meses antes do seu lançamento, que ocorreu no início de novembro de 2024, eu fiquei impressionado com a altura da entressola.  

E também, na dúvida, se realmente seria um tênis macio, tendo como referência os Glycerin “regular” das edições mais recentes que tive. 

A minha curiosidade era tamanha que eu já tinha como objetivo comprar um par na primeira oportunidade de viagem.

E como estava programado de eu ir para o The Running Event em Austin, iria comprá-lo. 

Para minha felicidade, na abertura da feira como é de padrão, a Brooks dar um par de tênis aos visitantes da feira, o par oferecido era o Glycerin Max.

A curiosidade entre o tênis era tamanha, que calcei ele já na feira. 

E de imediato, notei o quanto era macio (sem ser mole), além de vestir bem. 

Obviamente o fator estabilidade teria de ser testado correndo. 

E no mesmo dia à noite teria uma corrida e, fui com ele. 

Já esperava que seria estável, considerando a geometria do solado que é bem largo com pouca curva na área interna medial, onde fica posicionado o arco do pé. 

Com relação à maciez, quando sinto o Glycerin Max macio porém sem ser mole, o comparativo que estabeleço por exemplo, é com o New Balance More V5 e também o Puma MagMax que na minha sensação de corrida, são os modelos mais macios da atualidade, sendo moles na aterrissagem. 

Vale ressaltar que corredores que conhecem na prática os modelos Adidas Ultraboost 5, Asics Nimbus 25, 26 e 27, Hoka Bondi 9, New Balance 1080 V14, Nike Invincible 3, etc, e acham estes modelos muito macios, não vai valer o investimento no Brooks Glycerin Max. 

O que também me agradou no Glycerin Max foi a resposta que comparando-o com os modelos citados acima acho que na aterrissagem eles amortecem porém “afundam” e não respondem. 

Obviamente que sei que a característica de um tênis de amortecimento premium é amortecer e não, responder. 

O Glycerin Max nos treinos com mais estímulos eu sinto claramente ele trabalhar com relação ao fator resposta.

Ele é um tênis bem robusto, pesado (porém o fator peso não me incomoda em absolutamente nada), e com um solado que gera bom grip e tração, mesmo em asfalto molhado, e o que já corri com ele que deve estar em torno de 200km, a durabilidade tem me chamado a atenção. 

Se a Brooks manter o Glycerin Max em linha, se eu trabalhasse na equipe de desenvolvimento, manteria a entressola e solado sem qualquer mudança, e iria focar em aliviar peso na malha de cabedal. 

A enorme logo da Brooks na malha é emborrachada e, contribui um pouco para o peso do tênis. 

Quando eu compro algum modelo do meu interesse ou recebo de alguma marca, se eu me adaptar muito bem ao tênis, certamente irei usá-lo até o fim da sua vida útil. 

E entre estes poucos tem alguns que pelo fato de me atenderem 100%, eu acabo comprando mais um par. E isso irá ocorrer com o Glycerin Max. 

Em breve comprarei meu 2º par. 

FICHA TÉCNICA:

Categoria: Amortecimento

Pisada: Neutra

Peso: 334gr – Tam 43.

Drop: 6mm – 47mm calcanhar / 41mm frente

A malha de cabedal em todos os treinos feitos gerou boa respirabilidade
A base da entressola com infusão de nitrogenio gera a aterrisagem macia com boa resposta
Destaque para o bom grip e tração do solado
O peso no tamanho 43